

O evento “Crime, Clima e Território”, em parceria com Instituto Itaúsa, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, LACLIMA e FILE, contou com dois painéis. O primeiro foi marcado pelo lançamento da primeira edição do suplemento “Experiências promissoras de prevenção e enfrentamento ao crime e à violência na Amazônia”, que acompanha o anuário Cartografias da Violência na Amazônia a partir de 2025. A pesquisa publicada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública traz dados inéditos sobre os impactos da criminalidade ambiental, além de um caderno de soluções territoriais já adotadas;
O segundo painel “Soluções inovadoras para o fortalecimento do Estado de Direito da Amazônia” discutiu a necessidade de coordenação institucional para o fortalecimento do Estado de Direito na Amazônia, em especial caminhos para a proteção ambiental associada à segurança pública. Estivemos com Melina Risso e Robert Muggah, do Instituto Igarapé, Humberto Freire de Barros (DAMAZ/PF), Tasso Azevedo, do MapBiomas, e Paulo Amaral, do Imazon. A moderação ficou a cargo de Yanê Amoras da Amazon Investor Coalition (AIC).

Mediado por Georgia Jordão, responsável pela frente de Conhecimento da Concertação, e Eduardo Rocha, da Plataforma Parceiros pela Amazônia — que lidera o GT de Bioeconomia da Rede —, o encontro reuniu especialistas de diferentes setores em uma dinâmica de aquário para discutir caminhos concretos para fortalecer o financiamento das bioeconomias na região. O formato estimulou a participação ativa e trocas abertas entre os participantes, ampliando a visibilidade dos aprendizados do ecossistema brasileiro e pan-amazônico e ajudando a identificar o que funciona na prática e como multiplicar soluções já em curso nos territórios.
A conversa contou com a contribuição de lideranças de instituições centrais para a agenda, como ABDE, Conexsus, Natura, Amazon Investor Coalition, Frankfurt School of Finance and Management, Fundo Podáali e The Nature Conservancy. As falas trouxeram perspectivas complementares sobre lacunas estruturais, inovações financeiras, desafios de acesso ao crédito, governança de fundos indígenas e oportunidades de atuação conjunta entre os setores público, privado, filantrópico e comunitário.
A metodologia de aquário permitiu um mergulho qualificado nos fatores que travam — ou podem destravar — o financiamento da sociobioeconomia, reforçando a necessidade de mecanismos mais inclusivos, perenes e sensíveis às realidades amazônicas. O debate também evidenciou a importância de estratégias nacionais articuladas, instrumentos financeiros adaptados, oferta de assistência técnica, garantias para além dos títulos da terra e princípios claros para investidores, além do papel estruturante da filantropia e do setor público no ecossistema.
Esse diálogo se conecta diretamente ao estudo “Financiamento da Bioeconomia: diagnóstico do ecossistema, experiências e recomendações”, produzido pela Concertação em parceria com a ABDE e a Frankfurt School of Finance and Management, com apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), cuja versão em inglês foi lançada durante a COP30. Acesse: Relatório de Bioeconomia (English)







CRÉDITOS: Amana Mídia | Ian Nóbrega
No terceiro dia da Cas’Amazônia na COP30, o Bioeconomy Day destacou o papel estratégico da bioeconomia para o desenvolvimento sustentável do Brasil.
O encontro reuniu lideranças da sociedade civil, do setor privado e da filantropia, promovendo um diálogo sobre financiamento, fortalecimento de cadeias de valor e geração de renda aliada à conservação dos territórios amazônicos.

Mediado por Georgia Jordão, responsável pela frente de Conhecimento da Concertação, e Eduardo Rocha, da Plataforma Parceiros pela Amazônia — que lidera o GT de Bioeconomia da Rede —, o encontro reuniu especialistas de diferentes setores em uma dinâmica de aquário para discutir caminhos concretos para fortalecer o financiamento das bioeconomias na região. O formato estimulou a participação ativa e trocas abertas entre os participantes, ampliando a visibilidade dos aprendizados do ecossistema brasileiro e pan-amazônico e ajudando a identificar o que funciona na prática e como multiplicar soluções já em curso nos territórios.
A conversa contou com a contribuição de lideranças de instituições centrais para a agenda, como ABDE, Conexsus, Natura, Amazon Investor Coalition, Frankfurt School of Finance and Management, Fundo Podáali e The Nature Conservancy. As falas trouxeram perspectivas complementares sobre lacunas estruturais, inovações financeiras, desafios de acesso ao crédito, governança de fundos indígenas e oportunidades de atuação conjunta entre os setores público, privado, filantrópico e comunitário.
A metodologia de aquário permitiu um mergulho qualificado nos fatores que travam — ou podem destravar — o financiamento da sociobioeconomia, reforçando a necessidade de mecanismos mais inclusivos, perenes e sensíveis às realidades amazônicas. O debate também evidenciou a importância de estratégias nacionais articuladas, instrumentos financeiros adaptados, oferta de assistência técnica, garantias para além dos títulos da terra e princípios claros para investidores, além do papel estruturante da filantropia e do setor público no ecossistema.
Esse diálogo se conecta diretamente ao estudo “Financiamento da Bioeconomia: diagnóstico do ecossistema, experiências e recomendações”, produzido pela Concertação em parceria com a ABDE e a Frankfurt School of Finance and Management, com apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), cuja versão em inglês foi lançada durante a COP30. Acesse: Relatório de Bioeconomia (English)

A Roda de Conversa reuniu as lideranças indígenas Leonice Tupari, coordenadora da rede TECÊ, Nohora Alejandra Quiguantar, jovem cientista do Science panel for The Amazon e Vanda Witoto, integrante do Núcleo de Governança da Concertação. Com mediação de Georgia Jordão a conversa teve o objetivo de discutir a integração de sistemas de conhecimento e o protagonismo dos povos originários na transição socioecológica das Amazônias. O encontro também foi palco do lançamento do volume 11 da série Cadernos da Concertação: “Bioeconomia Indígena Feminina da Amazônia: Vozes das Gerações”.



O lançamento do Dixit Amazônias, na Cas’Amazonia, marcou um encontro potente entre arte, educação e território. Criado em parceria com a Asmodee e ilustrado por artistas amazônidas, o jogo propõe novas formas de diálogo sobre as “múltiplas Amazônias” — conservada, urbana, em transição, convertida e das águas — estimulando pertencimento e reflexão sobre o que significa viver e cuidar da região hoje.
Exemplares foram distribuídos a centenas de participantes da COP30 — incluindo ministros, enviados especiais, cientistas, ativistas e influenciadores — ampliando o alcance da iniciativa. No entanto, seu impacto principal será na educação: por meio de parceria com Secretarias Estaduais de Educação, 8 mil kits serão enviados a escolas do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima e Tocantins. As cartas integrarão o programa Itinerários Amazônicos, uma das Iniciativas Estruturantes da Concertação, realizada pelo Instituto iungo e pelo Instituto Reúna, que aborda a complexidade ambiental, social, histórica, cultural e econômica do território, posicionando a educação como eixo do desenvolvimento sustentável.
Apresentado por Fernanda Rennó, responsável pela frente de Cultura e integrante do Núcleo de Governança da Concertação, o lançamento do jogo contou com a presença da Secretária de Cultura do Pará, Ursula Vidal, e do Coordenador de Educação Ambiental da Secretaria de Educação do Pará, Mauro Silva, reforçando o papel do jogo como ferramenta pedagógica e cultural. O diálogo destacou o potencial do Dixit Amazônias para apoiar escolas, instituições culturais e iniciativas comunitárias na construção de novas narrativas sobre o território. As artistas Hadna Abreu e Renata Segtowick apresentaram as cartas que ilustraram e compartilharam suas experiências no processo criativo de imaginar e reinterpretar as Amazônias.
Como legado educativo, conjuntos do Dixit Amazônias foram doados ao Museu das Amazônias e ao Centro Cultural Bienal das Amazônias por Fernanda Rennó e Joana Braga, Coordenadora de Produção da Concertação. O jogo passará a integrar processos formativos e ações educativas — ampliando o uso do jogo como instrumento lúdico de aprendizagem, escuta e conexão com a diversidade amazônica;
O jogo também foi apresentado por Georgia Jordão e Letícia Diniz no evento “A Fonte”, realizado na Casa Combio, a convite da nossa parceira Climate Ventures.

CRÉDITOS: Amana Mídia | Ian Nóbrega
Com participação da chef Bel Coelho e do ecólogo Jerônimo Villas-Bôas, o painel de apresentação do projeto “Floresta na Boca” tem mediação de Patty Durães, pesquisadora de culturas alimentares. Participam ainda da conversa a extrativista e empreendedora Raimunda Rodrigues, da Resex Rio Novo, no Iriri; a agricultora e meliponicultora Edilena Oliveira, da comunidade São Francisco, localizada no Rio Arapiuns, na região de Santarém; e a agricultora Cristina Damasceno, do Quilombo Espírito Santo do Itá, em Santa Izabel do Pará. Todas elas deram depoimentos compilados no livro, respectivamente, nos capítulos Xingu, Tapajós e Baixo Tocantins, sobre as redes comunitárias das quais participam, fortalecendo a economia da floresta por meio do extrativismo e da agricultura familiar.




O painel organizado pelo GT de Saúde da Uma Concertação pela Amazônia reuniu 33 lideranças do setor privado, terceiro setor, organizações públicas, academia e organizações filantrópicas para discutir uma agenda única para ambos os temas. Com abertura feita por Lívia Pagotto, Marcia Castro (Harvard) e Arthur Aguilar (IEPS), a ideia do encontro foi identificar desafios, prioridades e oportunidades para estabelecer um legado do “Dia da Saúde da COP30”, celebrado em 13/11 junto com o lançamento do “Plano de Ação em Saúde de Belém”, consolidando a saúde das pessoas e do meio ambiente como um dos eixos estruturantes das políticas e diretrizes climáticas. O evento também fortaleceu conexões e reconheceu iniciativas inspiradoras voltadas a futuras colaborações multissetoriais, tanto local quanto globalmente.

O sarau de lançamento do livro “Sistemas Agroalimentares e Amazônias”, uma parceria entre Concertação e Instituto Clima e Sociedade, realizado na Cas’Amazonia com mediação de Lívia Pagotto e Georgia Jordão, foi um dos momentos mais simbólicos dessa programação. Representantes dos 47 autores da publicação estiveram presentes no encontro e leram trechos do prólogo, do epílogo e dos 12 capítulos que compõem o livro.


No contexto da COP30, o Instituto Arapyaú e a Solidaridad promoveram o evento “Cacau e Floresta”, um encontro exclusivo que convidou o público a refletir sobre o papel do cacau na conservação florestal e no desenvolvimento sustentável.
A partir de uma degustação guiada por Adriana Reis, especialista do Centro de Inovação do Cacau (CIC), o evento propôs uma imersão nos sabores e histórias do cacau cultivado na Amazônia e em outros biomas brasileiros. A experiência sensorial se combinou a um diálogo sobre sistemas agroflorestais, sociobiodiversidade e o potencial do cacau como vetor de economias regenerativas e valorização cultural.
Mais do que um momento de degustação, o encontro buscou provocar reflexões sobre como o cultivo sustentável do cacau poderia fortalecer as florestas em pé, promover o bem-estar das comunidades produtoras e inspirar uma nova relação entre alimento e natureza.




A oficina marcou o encerramento do ciclo de oficinas realizado previamente pelo Instituto Arapyaú e pelo Em Movimento. Co-organizado pela Concertação, esse encontro reuniu integrantes do nosso GT de Juventudes e outros jovens de diferentes biomas que compartilharam experiências, que apresentaram soluções e refletiram sobre caminhos para ampliar sua participação política e sua capacidade de incidência nas decisões que afetam o território. O momento reforçou que juventudes não são público-alvo, mas agentes estratégicos da transição climática — capazes de inovar, articular redes e propor novas formas de soluções climáticas.


